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O papel da cana-de-açúcar no desenvolvimento econômico

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Published: July, 2016

Breno Pietracci é coautor desse estudo

O Brasil vive uma oportunidade única diante dos desafios globais para redução das emissões de carbono e em direção às energias renováveis e ao uso mais eficiente da terra. Após a introdução de veículos de combustível flex (que podem funcionar tanto com álcool quanto com gasolina) e o subsequente salto na demanda por etanol, a indústria da cana-de-açúcar disparou no país na última década. Entre 2005 e 2012, a área cultivada aumentou em 70%, quadruplicando no estado do Mato Grosso do Sul, que é uma importante fronteira agrícola para a expansão dessa cultura. Analistas estimam que essa expansão continuará pelos próximos dez anos, crescendo 37%.

Atualmente, o Brasil é o maior produtor de cana, o primeiro do mundo também na produção e exportação de açúcar e o segundo maior produtor e exportador de etanol. Apesar do grande investimento e crescimento destes produtos, há poucos estudos a respeito do impacto das usinas nas áreas rurais onde estão instaladas. No entanto, um melhor entendimento sobre os efeitos econômicos das usinas é necessário para que tomadores de decisão e atores envolvidos definam políticas econômicas, ambientais e energéticas efetivas.

Este documento resume o novo estudo realizado pelo Núcleo de Avaliaçã o de Políticas Climáticas da PUC-Rio/ Climate Policy Initiative, no âmbito do projeto INPUT. Ele traz dados importantes sobre o alcance e o impacto da expansão das usinas de cana-de-açúcar sobre o uso da terra, crescimento
econômico, demografia, mercado de trabalho e serviços financeiros em municípios do Mato Grosso do Sul.

DESTAQUES

 

  • O estudo revelou o quão profundamente estas usinas remodelaram a estrutura econômica dos municípios onde estão situadas.
  • Um município típico do estudo registrou aumento anual do PIB de 30% em três anos.
  • A chegada das usinas induziu uma alteração de uso da terra, principalmente de áreas de pastagens para cana-de-açúcar.
  • Muitos impactos positivos foram documentados na produção agrícola, no mercado de trabalho e no fluxo de recursos financeiros, além da redução do desmatamento.