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Canais de distribuição de crédito rural

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Published: February, 2018

Beatriz Figueiredo é coautora deste trabalho

A atividade agropecuária está intrinsicamente associada a crédito, pois permite ao produtor cobrir custos de produção que só serão recuperados na época da colheita. Se, na fase da colheita, os produtores superaram os riscos naturais da agropecuária, eles ainda podem enfrentar riscos de mercado, como a variação de preços dos seus produtos. Serviços financeiros em todo o mundo buscam apoiar os produtores durante a produção e na superação de dificuldades e eventos imprevistos. No Brasil, no entanto, o desenho da política de crédito rural e a distribuição de seus recursos geram incertezas adicionais para o produtor.

Apesar de as instituições financeiras brasileiras, como bancos e cooperativas, terem um papel fundamental ao apoiar comunidades rurais e suas atividades agropecuárias, nem todos os municípios possuem acesso adequado a seus serviços. A distribuição geográfica dessas instituições depende de muitos fatores e não está totalmente correlacionada com o potencial agrícola das regiões.  onsequentemente, o crédito disponível para os produtores, muitas vezes, não é o mais apropriado para suas circunstâncias e necessidades. O desequilíbrio entre oferta e demanda por crédito tem importantes consequências para os produtores e para as regiões onde vivem. Para melhor compreender os efeitos deste desenho de política, pesquisadores do Climate Policy Initiative/ Núcleo de Avaliação de Políticas Climáticas da PUC-Rio (CPI/ NAPC), através do projeto INPUT e em parceria com o Banco Central do Brasil (Bacen), elaboraram uma análise abrangente dos canais de distribuição de crédito rural no país.

Este resumo apresenta um panorama dos canais de distribuição de crédito no Brasil, apontando como estes geram incertezas adicionais para os produtores rurais, e foca nos efeitos do acesso ao financiamento agropecuário em nível municipal. A análise enfatiza como, em algumas regiões, a disponibilidade de recursos é determinada mais pelos canais de distribuição, como bancos e cooperativas, do que pelo potencial agropecuário local.